O que você busca nos seus relacionamentos?

Por Francisco Maiochi | June 24, 2018

Relacionamentos são sempre algo importante para todos nós.

Na prática clínica vejo que os nossos relacionamentos com as pessoas queridas são as fontes das nossas maiores alegrias, e também das nossas maiores questões e dificuldades.

Relacionamentos são coisas vivas, tanto na história, como ao longo das nossas próprias vidas. As bases em que se constroem, seus objetivos, eles mudam. Podemos ver essa mudança nos relacionamentos românticos. Já é possível perceber as diferenças dos relacionamentos dos jovens em relação aos seus avós, não é?

Relacionamentos amorosos eram vistos como forma de construir. Não importava tanto a relação inicial do casal, mas o que ela construía: uma família, um legado, um patrimônio, uma comunidade. Hoje podemos ter a impressão que as relações são mais frágeis, mas percebemos que são os nossos objetivos com os relacionamentos que mudaram.

Hoje muitos de nós queremos relações agradáveis, prazerosas. O bem estar dentro das relações é mais valorizado. Queremos estar com pessoas que nos satisfaçam, o que dá novas dimensões nas dinâmicas dos relacionamentos, que podem ser as vezes confusas e causar algumas dificuldades. Não basta a confiabilidade no desempenho dos papéis de sempre, de prover materialmente ou ser boa mãe, também é importante trazer leveza, diversão, risada. Muita pesquisa já foi feita para tentar entender o que faz as pessoas acharem seus relacionamentos bons, satisfatórios, e os resultados podem ser espantosos. O item no topo da lista é a satisfação sexual!

A compatibilidade das pessoas sexualmente muitas vezes é vista como uma coisa leviana, mas não podemos deixar de levar em conta esses resultados. A satisfação acaba fazendo diferença no longo prazo, e a falta dela acaba desgastando o relacionamento.

O item mais importante para superar esta barreira, quando ela existe, é a intimidade, a capacidade de conversar e ouvir sem julgamento, procurar se conhecer e conhecer o parceiro, falar sobre o que se gosta e o que não se gosta, e manter uma atitude carinhosa e amorosa, mesmo quando se descobre alguma incompatibilidade.

Sobre o Autor

Francisco Hertel Maiochi é psicólogo e Mestre em Sexologia no Espaço Ciclos

CRP 12-10098